Correntes femininas: quais os tipos e suas diferenças?

Correntes femininas: quais os tipos e suas diferenças?

Minutos antes de sair para a balada, após uma cuidadosa montagem do look, você dá aquela brecada na frente do espelho: opa!, faltou alguma coisa. Como não perceber que o decote do vestido está quase implorando um colar?

E já que ainda tem um tempinho de sobra, você decide se deter um pouco mais na escolha. Afinal, como boa adepta de correntes femininas, você certamente conta com alguns belos modelos à disposição. Nesse meio-tempo a mente divaga e a gente se pega a pensar: existe diferença entre uma corrente e outra?

Bem, existir, existe. Não por acaso uma é mais longa; outra, mais grossa, e tem aquela de prata, a outra folheada a ouro. Enfim, muito fácil de concluir. Porém, do ponto de vista do design da peça, existe alguma distinção?

Vamos supor que você tenha um modelo em mente e queira comunicar isso à sua revendedora de semijoias de confiança. Como explicar o tipo da corrente em questão?

Por outro lado, vai que você seja uma consultora independente ciosa do seu métier e não admita desconhecer a mínima vírgula dos produtos que comercializa. Nesse caso, vai gostar de saber quais tipos de correntes femininas andam por aí e as diferenças que os definem.

Pode ser só por curiosidade mesmo. Não importa. O que interessa é que vamos, daqui em diante, retirar essa grande dúvida desse nosso horizonte e celebrar uma dose a mais de sapiência. Está conosco? Vamos em frente.

1. Groumet

Antes de mais nada, uma observação: quando falamos do feitio de uma corrente, a forma como os elos são compostos, estamos nos referindo à malha da peça.

Fechado esse parêntesis técnico, vamos ao primeiro modelo de nossa lista: groumet (não confundir com grumete, que é o calouro da Marinha) é o nome que se dá à popular corrente de elos mais grossos e maiores, algumas vezes duplos, geralmente elípticos e achatados para permitir que um elo se encaixe ao próximo na vertical.

Esse modelo de corrente é muito apreciado por homens (quem se amarra no estilo rapper tem a groumet como referência). Não é incomum, porém, encontrar malhas groumet com formato delicado para uso do público feminino (ou mesmo com elos bem grandes para usar em looks poderosos).

2. Cartier

A malha das correntes femininas do tipo Cartier difere pouco das groumet, mas tem como característica principal a uniformidade dos elos, que possuem formato um pouco mais retangular e se unem numa relação vertical-horizontal (na groumet, os elos estão sempre “de pé”). O nome deriva de seu criador, Louis Cartier, famoso joalheiro francês, e é um modelo que cai bem em looks clássicos.

3. Veneziana

A corrente veneziana tem malha minúscula, os elos geralmente quadrados e unidos bem juntos, quase não existe espaço entre eles. Possui extensão variada e é encontrada tanto com banho de ródio quanto de ouro. Além disso, é usada com e sem pingente. De modo geral, é construída na forma de correntes fininhas, o que a faz ideal para compor looks delicados.

4. Elo português

Correntes femininas feitas com elo português são identificadas pelo formato arredondado dos elos, que vão se encaixando em uma razão vertical-horizontal tal como a malha inventada por Louis Cartier. Essa composição harmoniosa confere ao elo português um efeito estético marcante e dá a ele presença garantida em looks refinados.

5. Cordão baiano

O cordão baiano apresenta uma malha bastante sofisticada: cada elo é formado pela junção de outros elos menores, que, por sua vez, criam um trançado semelhante ao de uma corda — e aí temos o outro nome dessa corrente, que normalmente dispensa pingente e é usada no contexto do mix de colares.

6. Rabo de rato

O nome pode não ser dos mais glamourosos, mas descreve à perfeição a malha de que trata: não há espaço entre os elos, que se unem de modo a formar um só fio ao feitio de um cabo de aço — ou rabo de rato.

Alguns modelos, porém, não se acomodam facilmente a essa definição, por serem achatados, o que os transforma em belas gargantilhas. Por outro lado, os mais tradicionais são muito requisitados na composição de pulseiras de berloques.

7. Fígaro

Outro exemplar de corrente que não faz distinção de gênero, a malha Fígaro consiste em três elos pequenos que se conectam a um elo maior e seguem nessa relação de uma ponta a outra. Também chamada de Piastrine, é uma peça que se notabilizou por compor looks despojados, de estilo mais urbano.

8. Singapura

Aqui temos mais uma malha intrincada, formada pela junção de vários elos achatados, que se ligam de maneira a criar um cordão torcido, desenho responsável pelo charme que essa peça desfruta, Devido a esse formato curioso e delicado, a Singapura costuma aparecer com frequência na composição de mix de pulseiras.

9. Americana

Por fim, a malha americana, que pode ser descrita como uma variação do elo português, só que com anéis ovais e ligeiramente retorcidos. Pode ser colocada na prateleira das correntes femininas delicadas e eficientes para compor looks refinados e de muito bom gosto.

Aí estão, brevemente descritas, as principais opções de correntes femininas conhecidas pelo mercado. “Mas qual delas está mais em alta? Qual é a tendência do momento, afinal?” Essas perguntas talvez estejam aí pipocando em sua cabeça e é justo que tracemos algumas linhas a respeito.

Felizmente, em se tratando de correntes femininas não existe regra de ouro. Escolher entre uma e outra é apenas uma questão de ordem pessoal ou de adequação ao look que se pretende construir. Portanto, mais do que eleger a que mais aparece em alta, melhor é contar com uma porção delas para variar suas composições à vontade, sem perder jamais o charme e a beleza que esses acessórios proporcionam.

E já que falamos em variedade, não poderíamos encerrar esse papo sobre malhas e correntes sem sugerir uma passadinha básica pela seção de colares da Linda Bela. Seja qual for o seu gosto e estilo pessoal, temos a opção certa para você arrasar nos seus looks. Aproveita!

 


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