Mão de Fátima: conheça o significado da Hamsá

Mão de Fátima: conheça o significado da Hamsá

De todos os símbolos esotéricos que se tornaram febre nos dias atuais — principalmente por influência da moda —, o mais fascinante de todos talvez seja a Hamsá, também conhecida como Mão de Fátima.

Trata-se de um ícone intrigante — com seu traçado estilizado e harmonioso — e visualmente impactante. Tanto é assim que as pessoas não cansam de tatuá-lo na pele, de tê-lo como amuleto ou simplesmente de usá-lo como um acessório bonito para complementar, com um toque de mistério, um look de ocasião.

Apesar da versatilidade, assim como qualquer objeto místico, a Hamsá tem um significado mais profundo. Para falar a verdade, muitos significados. É um desses símbolos que perpassam culturas e religiões, e cuja origem recua muitos séculos na história da Humanidade.

Se você tem simpatia ou mesmo adoração pela imagem da mão espalmada, temos certeza de que vai gostar de conhecer um pouco mais sobre a origem e o significado da Mão de Fátima. Sendo assim, continue com a gente por mais uns parágrafos que não se arrependerá.

O que é a Mão de Fátima?

Se, por outro lado, você é daquelas que não se ligam muito em símbolos, ainda que eles fiquem pululando diante de seus olhos, pode não ter se dado conta do que seja a Hamsá.

Convém, portanto, descrevê-la: é sempre retratada como sendo uma mão, com os cinco dedos habituais a quase toda a gente, mas que parece ter dois polegares, um à esquerda e outro à direita, assumindo assim um formato bem simétrico.

O interior dessa mão é preenchido por uma série de desenhos elaborados, do tipo que as árabes usam no corpo por ocasião de seu casamento. É comum que haja um olho bem no meio da palma. Ou então, uma pedra azulada (uma representação do olho grego). Cada Hamsá, de certa maneira, é única.

O nome Hamsá (pronuncia-se “chamsá”) vem do árabe e significa “cinco”. Também pode ser chamado de Mão de Hamesh, Mão de Miriam, Mano Pantea ou outras denominações conforme a cultura que dela se apropriou.

Sua versão mais popular, entretanto, vem do Oriente: é um amuleto importante para os muçulmanos, que relacionam cada um dos dedos a um dos fundamentos do Islã: fé (shahada), oração (salat), caridade (zakat), jejum (sawn) e peregrinação (haji).

Qual a sua origem?

Diz-se que a origem da Mão de Fátima está ligada aos fenícios. Seu culto era associado a Tanith, a principal divindade de Cartago, cidade-estado fundada pelos famosos navegadores da Antiguidade por volta de 800 a.C. na costa africana, onde atualmente fica a Tunísia.

Posteriormente, tanto os árabes como os judeus adotaram o símbolo místico. Para os muçulmanos, ela ficou sendo a Mão de Fátima, uma alusão à primogênita de Maomé e única filha a dar netos ao profeta — o que garantiu a continuidade da linhagem do condutor espiritual do Islã.

Cultuada no mundo árabe, Fátima é conhecida como a “Senhora das Mulheres do Paraíso” (católicos veem uma ligação entre ela e Nossa Senhora de Fátima).

Os judeus, por sua vez, atribuem a Hamsá a Miriam, irmã de Moisés, o profeta que conduziu o povo hebreu em direção à Terra Prometida (façanha descrita no livro bíblico do Êxodo). Por isso, chamam-na Mão de Miriam.

Como é de se imaginar, o símbolo passou à tradição cristã, na qual é denominado “Mano Pentea”, ou Mão da Benção. Entretanto, sua popularização como amuleto da sorte fez com que perdesse um pouco o status entre os cristãos e muita gente desligada dos preceitos da religião acaba usando o talismã sem maiores contemplações.

Qual o simbolismo da Hamsá?

Sempre que vemos um ícone de mão espalmada, damos uma brecada inconsciente, como se alguém nos dissesse “pare!”. É como se fosse uma barreira.

Com a Hamsá funciona da mesma maneira. A diferença é que a barreira que ela impõe é contra o mau-olhado (muitas vezes reforçada pela presença do olho grego) e toda a sorte de energia negativa que eventualmente possa vir em nossa direção.

Pense no símbolo, portanto, como um escudo. Ou, como já salientado ao longo deste artigo, um amuleto da sorte (daí, como já dissemos, ele não ser muito recomendado pela ortodoxia cristã).

Pessoas mais espiritualizadas, por outro lado, encaram o objeto como um meio de conexão com o divino. Budistas e hinduístas, por exemplo, adotam a mão espalmada em suas rotinas de oração.

Por fim, a Mão de Fátima tem aparecido com frequência nas manifestações pela paz no Oriente Médio, ficando, dessa forma, associada a esse sentimento.

Como é usada hoje em dia?

Existe um sem-número de aplicações para a mão da sorte. Entre as mais populares, estão:

  • Como chaveiro: para se colocar no molho de chaves do carro e proteger o motorista de acidentes.
  • Como peça decorativa: para pendurar em casa, voltada para a porta, de maneira a evitar que o mau-olhado cruze a soleira.
  • Como amuleto: para que a pessoa o tenha sempre junto de si e espante o azar.
  • Como tatuagem: para carregar o talismã na própria pele e se proteger da inveja alheia.

Qual a sua influência na moda?

Qualquer imagem de apelo cultural atrai o interesse da moda — que, por sua vez, amplia o alcance do objeto e atribui-lhe novos significados (ou, ao contrário, o esvazia completamente de sentido).

A Mão de Fátima, com seu design elaborado e mutante, é um prato cheio para a indústria de roupas e acessórios. Seu uso em estampas de camisa é tão grande quanto a disposição das pessoas em carregá-lo na pele na forma de tatuagem.

No caso dos acessórios, as semijoias são as que mais se beneficiam desse influente talismã. É possível vê-lo como pingente em colares, brincos e pulseiras. Anéis estilizados com o formato da mãozinha também são comuns.

Para fins de superstição, o uso em colares seria o mais indicado, visto que o objeto poderia rechaçar mais facilmente o mau-olhado. Esteticamente falando, qualquer uso é recomendado: fica bonito no dedo, especialmente em conjunto com outras peças (o famoso mix de anéis), em pulseiras e pendurado em brincos.

Fãs dos estilos esotérico, oriental ou hippie chique certamente têm na Mão de Fátima uma excelente companhia. Seja para atrair sorte, positivismo e paz, seja porque se trata de um símbolo de inegável magnetismo, o bacana é que você pode eleger o seu modo de usar a Hamsá. De um jeito ou de outro, é provável que ela ajude a melhorar o seu dia — basta crer nisso.

Antes de finalizar, queremos convidá-la a dar uma passada na seção de semijoias místicas da Linda Bela. Ali você encontra não apenas a Mão de Fátima, como outras peças lindíssimas baseadas em talismãs e objetos de devoção. Se é de um amuleto que você precisa, aí está a sua oportunidade!

 


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