Quilates ou Kilates? Conheça a medida de pureza do ouro

Quilates ou Kilates? Conheça a medida de pureza do ouro

O que vem à sua mente quando você ouve falar em quilates? Diamantes, ouro, é claro! Tudo o que brilha e não se compra por mixaria usa essa medida como referência. Uma pedra preciosa de tantos quilates, um anel de ouro 18K…

Espere aí: “K”? Por que não “Q”?

Bem, essa é uma pegadinha que não cai no Enem mas que deixa as garotas mais curiosas com a pulga atrás da orelha. E ela não está aí à toa: no que diz respeito à maneira como aferimos o valor de uma joia, existem diferenças entre uma pedra preciosa e uns gramas de ouro.

Em bom português, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Mas não há razão para deixá-la na expectativa de saber, afinal, tudo aquilo que seu joalheiro nunca te contou. Vamos, então, saber porque quilates às vezes se escreve com K. Bora lá?

Vale quanto pesa

Para ir direto ao ponto, podemos dizer que nosso amigo quilate possui finalidades distintas se atribuído ao ouro ou a uma pedra preciosa.

No caso de um diamante, por exemplo, o que o quilate mede é o peso da gema. Um quilate, portanto, corresponde a 200 miligramas (0,2 gramas). Se abreviado, escreve-se 1 ct (de carat, que é a grafia em inglês).

Para melhor entendermos essa matemática, podemos dizer que o Golden Jubilee, o maior diamante esculpido do mundo, encontrado em 1985 na África do Sul, pesa 545,67 ct, o que dá 109,13 g.

Parece pouco? Uma estimativa bem por baixo atribui a ele o valor de US$ 15 milhões!

Porém, existe outro valor associado ao quilate na gemologia. É o ponto. Cada quilate equivale a 100 pontos. Ou seja, nosso valioso Jubileu Dourado possui 54.567 pontos. Uma última curiosidade sobre ele: quando foi descoberto, pesava singelos 755 quilates e foi esnobado como uma pedra sem muita qualidade — feia até. Chamavam-na “Marrom sem nome”. Até que passou por um processo inovador de corte e surgiu como a maravilha que é. Um verdadeiro “Patinho feio” da história da joalheria.

Vale quanto brilha

No que diz respeito ao ouro, o quilate refere-se ao grau de pureza do metal. Ou, no caso específico das joias e semijoias, o quanto de ouro foi embutido em determinada liga. Para fins de nomenclatura, sua abreviatura, quando acompanhando o amarelo precioso, é feita pela letra K (ou karat): ouro 24K, 18K etc.

Portanto, os numerais indicam quantas partes de ouro um anel (ou qualquer outro objeto) possui. Ou seja, se você possui uma barra de 24 quilates, considere-se sortuda: significa que tem em mãos ouro puro (24 partes de 24 possíveis).

De fato, é pouco provável que haja tamanho grau de pureza. O melhor que se pode obter é uma peça 99,9% pura, ao que se dá o nome de ouro 999. Mas nem se abale por isso: afinal, ouro puro, por ser tão mole, não serve para se fazer joias.

É por isso que ele precisa ser fundido a outros metais (prata, paládio, platina, etc.) para dar vida aos nossos fantásticos acessórios. A mais valiosa, de 18 quilates, indica que o acessório possui 18 partes de ouro e seis de outro metal (ou 75% de ouro). Uma de 14K tem 58,3% do “amarelinho”.

Aliás, é interessante observar que há uma diferença de anotação da pureza do ouro nos mercados europeu e americano, que pode ser expressa da seguinte forma:

Padrão europeu (milésimo) Padrão americano (quilatagem) Grau de pureza (%)
999 24K 100
750 18K 75
585 14K 58,3
416 10K 41,6
375 9K 37,5

O ouro 18K nas joias e semijoias

É claro que, se dispor de recursos financeiros suficientes, você pode optar por um acessório feito de ouro “puro” (leia-se, 18K). É o que se entende por uma joia autêntica.

Isso significa que terá uma peça feita para durar — e com brilho igualmente durável. O tipo de coisa que, espera-se, atravessará algumas gerações da família. Um verdadeiro objeto de valor.

Obviamente, isso implica investimento. O que nem sempre as condições do momento permitem. Além disso, estamos falando em um artigo que se presta mais à contemplação do que ao uso, ainda que parcimonioso. Existem alternativas? Por sorte, sim.

As chamadas joias folheadas (ou semijoias), que são peças banhadas a ouro 18K. E aqui temos novamente o conceito de milésimos, mas não exatamente o expresso no padrão europeu de mensuração. A referência é a espessura da camada de ouro que é aplicada sobre o metal que está na base da semijoia.

Naturalmente, quanto mais grossa a camada, mais resistente a peça — e mais valiosa também. Um banho de ouro considerado de excelente qualidade possui de oito a dez milésimos de cobertura. Esse, por sinal, é o parâmetro que usamos aqui na Linda Bela!

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