Símbolo de coração: conheça sua origem

Símbolo de coração: conheça sua origem

Se fizéssemos um ranking dos ícones mais conhecidos pela Humanidade, teríamos que situar o símbolo de coração lá no topo da lista. Está na categoria dos signos universais e se encontra mais popular do que nunca nos dias de hoje.

Da clássica declaração de amor rabiscada em troncos de árvores, passando pelos polegares e indicadores unidos para demonstrar a ligação entre astro e fã, chegando aos letreiros turísticos que celebram o orgulho pela cidade, o coração estilizado abrange os mais variados contextos.

Também é onipresente na cultura pop e um queridinho do mundo fashion. Aparece em chamas ou cercado de linhas tribais em tatuagens, em estampas de camisetas e nos pingentes de colares e pulseiras. Mais recentemente, é digitado aos montes em aplicativos de mensagens e áreas de comentários das redes sociais.

Mas tão comum é o objeto que quase ninguém se pergunta como o músculo que bombeia o sangue em nosso corpo ganhou o formato consagrado em infinitos desenhos — gordinho, espelhado e pontudo.

Talvez seja uma daquelas coisas que a ninguém importa saber — a menos, claro, que haja uma boa história por trás da origem do símbolo de coração. E, se estamos aqui falando sobre ele, é porque obviamente tem. Por isso, venha conosco nesta viagem de descoberta e passe a enviar seus coraçõezinhos com maior conhecimento de causa.

Vamos começar?

A origem e o significado do símbolo de coração

Situar a origem de certas representações artísticas não é tarefa muito simples. A das mais conhecidas costuma recuar até quase o limite da descoberta da escrita. E geralmente não surge em um único lugar, mas parece inspirar diferentes povos em um mesmo momento histórico.

Assim, a melhor maneira de desvendar os segredos do coração é começar dissecando o seu significado para os povos da Antiguidade. Por óbvio, podemos cravar que as antigas civilizações já sabiam o que vai no peito dos homens (e mulheres) e a isso atribuíam interpretações de caráter filosófico ou espiritual.

Falando em filosofia, diz-se que o grego Aristóteles (384-322 a.C.) já associava o órgão aos sentimentos humanos — daí talvez venha a relação deste com o amor. Seus compatriotas, porém, costumavam relacioná-lo com o ideal da imortalidade.

Os egípcios, por outro lado, tinham uma noção mais pragmática da coisa: apontavam o coração como fonte do intelecto e da espiritualidade.

Com a ascensão do catolicismo o coração passou a ser entendido como a morada de Deus — logo, o centro do mundo e a fonte do amor. Criou-se a figura do “Sagrado Coração”, presente em algumas personificações de Cristo e de Maria.

Como o desenho chegou ao traçado atual?

É provável que o símbolo de coração tenha chegado ao atual formato (e suas derivações) após longa evolução. Uma junção de diferentes interpretações, segundo autores variados. Também é de se imaginar que nem sempre tenha sido representado seguindo a trilha que nos levou ao desenho que hoje todos reconhecem.

Por exemplo, os egípcios, em sua caligrafia pictográfica, usavam um vaso para sinalizar o órgão.

E não se pode descartar a hipótese de que o coração gráfico tenha derivado da tentativa de se representar outras áreas da anatomia humana. No caso, áreas bem femininas. Faz sentido, se pensarmos em seu formato de triângulo invertido — que os hindus entendiam como uma manifestação de Shakti, a energia feminina da existência.

Assim, em sua origem, o símbolo de coração talvez fosse resultado de alguns rabiscos de cunho erótico. Essa suposição aponta para outra explicação, que situa sua gênese em Cirene, um antigo domínio grego onde hoje está a Líbia, na costa norte da África. Lá existia uma planta do gênero Silphium que era usada com alimento e anticonceptivo. Dizem que sua vagem tinha um formato bastante similar ao do símbolo de coração.

Por outra, poderia ter sido tão somente a tentativa de um desenhista pouco habilidoso — mas com algum pendor anatomista — de representar um coração de fato.

Seja como for, a partir da Idade Média a Igreja passou a usar o desenho em suas iluminuras, baseados na história contada pela religiosa francesa (depois canonizada) Margarida Maria Alacoque, que afirmava ter visões do Sagrado Coração de Jesus.

Não há como saber ao certo. Mas podemos dizer que seu formato moderno remete diretamente às cartas do baralho, cuja configuração atual, com seus naipes de ouros, espadas, paus e copas (ou “coeurs”, corações), foi criada pelos franceses durante o século 16.

Emojis de coração

E tudo isso desembocou nos tais emojis, aqueles ícones pequeninos que todo mundo usa para se comunicar nos aplicativos de mensagens. E, ali, o símbolo ganha conotações diferentes segundo a cor (ainda que quase todas relacionadas com o sentimento amoroso). Por exemplo, se te enviarem um coração laranja, tire o cavalinho da chuva, pois o rapaz não quer nada muito sério.

Como se pode imaginar, o clássico coração vermelho expressa paixão, o azul um amor platônico, o preto está associado ao pesar e o coraçãozinho partido…. bem, esse todo mundo sabe o que quer dizer.

O símbolo de coração nos acessórios

Desde que migrou do sentido erótico ao sentimental, o símbolo de coração se credenciou a ficar bem juntinho dos enamorados. Daí a zilhões de desenhos em folhas de caderno foi um pulo. E mais rápido ainda para se tornar um item de joalheria.

Hoje em dia, coraçõezinhos são vistos aos montes em acessórios de beleza. Aparece com destaque em brincos, colares, anéis, pulseiras e o que mais o design de objetos de ouro e prata inventar.

Pode assumir a forma de pingentes ou ser incorporado ao desenho da peça. Pode ser confeccionado em metal liso ou cravejado de pedrarias — ou mesmo talhado a partir de uma única pedra (que bem pode ser a nossa querida zircônia).

Ou seja, tem coração para todos os gostos. A variedade de acessórios relacionados ao ícone confirma a sua popularidade e nos dá a certeza de que o símbolo de coração será conhecido por sucessivas gerações.

E aqui encerramos esta jornada pela história do símbolo de coração. Esperamos que você chegado até este ponto e achado que a estrada valeu a corrida.

E, aproveitando que você está bem aí, que tal aproveitar e dar uma passada na loja virtual da Linda Bela? Assim, você pode recompensar a própria perseverança adquirindo uma bela semijoia de coração só pra si!

 


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