Tipos de piercing: quais os nomes e lugares da orelha?

Tipos de piercing: quais os nomes e lugares da orelha?

Passou o tempo em que aparecer em casa com uma argola atravessada no nariz era motivo de falatório na família. Chiliques maternos, imprecações paternas e olhares assustados dos irmãos menores. Hoje em dia, há diversos tipos de piercing no mercado e você pode usá-los sem parecer que o mundo vai parar por causa disso.

Credite essa mudança comportamental a mais uma mágica promovida pela moda, essa indústria capaz de manipular os tabus mais cabeludos e embalá-los para consumo de massa. Há quem despreze esse poder de ressignificação; nós adoramos.

No que diz respeito ao piercing a mudança que se operou foi de transformar uma manifestação de rebeldia típica dos adolescentes em um artigo popular e acessível a todas as idades e extratos sociais. E nem entramos aqui na questão antropológica da coisa, no sentido tribal, ritualístico e ancestral de se perfurar a pele e introduzir nela objetos variados.

Tanto blá, blá, blá e voltamos ao mesmo ponto: o piercing hoje é superaceito pela sociedade e ganhou um lugar de destaque no look de muita gente, pois pode fazer toda a diferença no visual. E o melhor: tem formas e formas de usá-lo.

Essa variedade tem a ver com o local onde o piercing é instalado. Começamos este post falando do nariz, que foi uma maneira engraçadinha de começar a conversa, mas o foco hoje é a orelha. E a nossa concha auditiva oferece uma série de lugares onde espetar uma joia ou semijoia bacana — o que também dá nome ao acessório escolhido.

Nunca pensou nisso? Nem soube o que dizer quando o cara do estúdio veio com um papo sobre “snug”, “hélix” ou “daith”? Relaxe, pois o assunto agora são os lugares da orelha onde se colocar os diferentes tipos de piercing. Preparada?

Tipos de piercing: quais os nomes e lugares da orelha?

1. Industrial

Comecemos por um dos tipos de piercing mais populares hoje em dia. Como a maioria deles, é unissex, mas faz a cabeça principalmente do público feminino. A razão disso é seu formato, para lá de chamativo: consiste de uma haste que atravessa um ponto e outro da orelha, com duas joias de enroscar na ponta para mantê-la no lugar. Por isso, também é chamado de transversal.

O transversal é colocado na parte superior da orelha e, por necessitar de duas perfurações, pode causar certo arrepio na candidata a usá-lo, mas o procedimento é rápido e a dor que causa, suportável. Entre os modelos mais procurados, estão  os em formato de flecha e os tradicionais, com bolinhas nas pontas.

2. Hélix

A hélice fica na parte superior da orelha, na curva da aba externa do órgão. É ali que se costuma usar piercing com maior frequência, tanto em homens como em mulheres. O objeto ganha o nome de hélix (que é o mesmo que hélice) e é usado principalmente na forma de argola.

O furo ocorre na parte interna da orelha, bem na cartilagem, e também causa alguma preocupação quanto à sensibilidade do local. Por sorte, as menos propensas a perfurar a região contam com uma solução salvadora: o piercing de pressão, que normalmente é posicionado na hélice, fica um arraso e ninguém diria que você não precisou sofrer por ele.

3. Snug

Descendo um pouco mais pela base da orelha, chegamos ao meio dela e ao snug, que apareceu como tendência nesses últimos tempos. O local onde ocorre o furo é aquela protuberância da cartilagem bem em frente ao canal auditivo. A joia acaba fazendo uma pequena transversal nessa área, aparecendo na parte de cima e também no lado de dentro, na área que forma a concha interna da orelha (pavilhão auditivo).

O local aceita diferentes modelos, de pequenas argolas a hastes e até delicados pontos de luz. Inclusive, tem um apelo minimalista: pode ser usado sozinho em determinada circunstância e, ainda assim, detonar.

4. Rook

Trata-se de um piercing que não é para todo mundo. E a razão é simples: nem todos possuem essa prega na cartilagem sobre a borda superior do pavilhão auditivo. Sorte de quem tem, pois o rook vem caindo no gosto da mulherada.

Isso acontece pelo fato de o rook proporcionar um visual fora do comum, com a peça sendo instalada na parte mais interna da orelha. Mas os mesmos tipos de piercing transversais cabem ali, assim como argolas sem fim e ferraduras com bolas. A má notícia é que, segundo relatos, dói um bocado perfurar o local.

5. Daith

A parte onde começa o “tobogã” que compõe a parte superior da orelha — vizinha ao canal auditivo e, portanto, na área interna do órgão — é o lugar do piercing chamado daith.

A palavra, reza a lenda, deriva do hebreu e significa “sabedoria”. O nome teria sido dado pelo body piercer Erik Dakota, um mito na área e quem cismou de meter um piercing lá quase no buraco do ouvido.

Trata-se, talvez, do exemplo mais radical de piercing e é recomendado para quem é mesmo fã desse tipo de intervenção, que limita o uso quase que exclusivamente a peças em forma de argola. Alguns modelos, porém, ganham um acréscimo de pedrarias para ficarem ainda mais charmosos.

6. Tragus

Falando em charme, o piercing no tragus tem conquistado adeptas pela versatilidade e beleza que esse tipo de perfuração proporciona, possibilitando utilizar peças que podem tanto ter altas doses de atitude quanto apresentar feitio delicado e elegante.

O furo é feito naquela aba que protege o canal auditivo (o trago), já para o lado da face. O local é composto de uma cartilagem razoavelmente firme, o que pode gerar dúvida sobre se vai doer ou não. Vai da sensibilidade de cada uma. O fato é que implica uma operação bem simples, enquanto o efeito estético e as possibilidades são imensas.

7. Antitragus

O antitragus refere-se ao ponto que fica defronte ao trago, do outro lado da parte mais côncava da orelha. Não se trata de um local muito explorado senão pelas entusiastas do body piercing, que não encontram furos suficientes para exibir suas joias. Nada impede, naturalmente, que você se junte a elas e utilize o local como uma alternativa para explorar seus incríveis acessórios.

8. Conch

O furo ocorre na cartilagem interna da orelha (concha), um procedimento que ganhou notoriedade pela adesão de um tanto de famosas a esse estilo de piercing, que privilegia o uso de peças em forma de argola e tem um apelo visual indiscutível. Eventualmente, caso a pessoa não queira se submeter a mais uma perfuração, é possível aplicar um piercing fake no local e sentir como seria se a coisa fosse para valer.

9. Lóbulo

Chegamos, enfim, ao lóbulo, onde tradicionalmente recebemos a primeira perfuração tão logo deixamos a maternidade. Além de ser o local de colocação dos brincos “normais”, o lóbulo passou a conviver com piercings, que podem tanto ser peças que se confundem com o brinco em si quanto acessórios bem mais vistosos, como é o caso dos famosos alargadores.

Inclusive, hoje é dia é comum que as pessoas ostentem mais de uma perfuração nesse local, de modo a obter maior liberdade na hora de compor com seus brincos ou piercings.

Como se vê, existem diferentes tipos de piercing, cujos nomes derivam, quase sempre, dos lugares onde são fixados. O importante é, ao se decidir por realizar mais um furo na orelha e inserir um acessório desses, procurar um profissional experiente e que realize seu trabalho em um local devidamente equipado e higienizado para essa simples, porém delicada, operação. Após isso, basta tomar os cuidados necessários e exibir o acessório com todo orgulho por aí.

Assim como o piercing, brincos nunca são demais. Por isso, antes que você se despeça por hoje, não deixe de dar uma passadinha na loja virtual da Linda Bela para conferir as novidades. Qualidade, bom gosto, variedade e as melhores condições do mercado — tudo isso a um clique de você. Então, aproveita!

 


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